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Manuelito Reis Jr, Advogado
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Comentário · anteontem
Veja, Lucas,

O que pode tornar argumentos em "imbecis, desonestos" não é o teor da argumentação, mas a atitude de quem argumenta. Nesse passo, "imbecis, desonestos" podem ser tanto argumentos em favor, como argumentos contra o aborto.

E posições são várias: há os radicalmente contra, há os radicalmente a favor, há os que são a favor, desde que até o terceiro, quarto, quinto mês, há os que são a favor para casos específicos, desde que até certa altura da gestação, há os que defendem em casos específicos a qualquer fase da gravidez. E eu entendo e respeito cada uma dessas posições.

As pessoas se posicionam por razões muito diversas, por convicção, por precaução, por medo, por razões religiosas, por razões filosóficas, por ter vivido a experiência, por ter alguém querido que viveu a experiencia, etc. E ninguém está errado. Estamos todos querendo nos posicionar no mundo, uma das formas de fazer isso é expondo nossa maneira de pensar.

Eu também sou contra qualquer pessoa ser submetida a fazer qualquer coisa contra a vontade. Já comentei aqui e repito: não deve ser fácil para a mulher ter que tomar uma atitude assim. Como também sei que para muitas não há nada demais, não há conflito pessoal, moral, religioso, para estas é tão somente algo que se está retirando do seu corpo. E mesmo essa visão eu entendo, cada um tem sua visão de mundo.

Eu, na construção do meu pensamento acerca do aborto hoje (posso mudar amanhã, talvez), levo em consideração aspectos morais, sociais e até religiosos, embora, nesse último ponto, eu seja um deísta, por assim dizer. Não professo uma religião específica, mas acredito numa transcendência a esse plano em que estamos.

Daí o fato de defender que o Brasil, até aqui, vem conduzindo de forma razoável a questão do aborto ao tolerá-lo em certos casos: estupro, risco à vida materna e anencéfalos. Embora, concordando com você que mesmo nesses casos há o direito de tais fetos à vida.

Mas vejo razoabilidade no Estado autorizar a retirada de uma criança anencéfala, quando não há garantia de sobrevivência no pós parto. Acho equilibrado que a sociedade diante de risco de morte da mãe, que amiúde pode repercutir na morte também do feto, priorize a vida materna já consubstanciada no plano existencial e social. Essa mãe talvez seja mãe de outras crianças, essa mãe tem uma família, enfim. Também entendo que o Estado permita que uma mãe retire o feto da gravidez que a qual deu início contra a própria vontade, sendo que tal caso comumente denota situação de estupro.

Mas não vejo coerência na mulher retirar um feto apenas por vontade, apenas por desespero, apenas por capricho, apenas por indiferença e querer contar para tanto com o apoio da sociedade, na figura do Estado. Óbvio que o corpo é da mulher. Mas considerada a natureza da condição feminina, de detentora do útero e, portanto, única com condição de gestação, uma vez que ela tenha uma outra vida sendo gerada dentro de si, seu direito ao próprio corpo restará mitigado. E tal se dá porque o feto que carrega se relaciona, no mínimo, com outros dois direitos. O direito do genitor e o direito do próprio feto.

Portanto, penso que a mulher, primeiramente ela, diante da sua condição de principal demandante da liberação do aborto sob o argumento de sua plena liberdade ao corpo, mas, também, o homem, devem ser responsáveis na condução de suas relações de modo a medirem as consequências dos atos que praticarem.

Apelando, por fim, à ética, defendo que a vida nos foi permitida. Não somos, portanto, legítimos, para impedir a vida de outrem, e se não for possível admitir essa verdade a todo e qualquer feto, tentarei ao menos que se admita para o máximo de fetos possíveis.
Manuelito Reis Jr, Advogado
Manuelito Reis Jr
Comentário · há 5 dias
Pois é, mas admite que a sociedade fique a serviço do útero da mulher. Ela poderá engravidar tantas e quantas vezes possa, sem cuidar-se por quaisquer métodos contraceptivos, para então demandar do estado o aparato para a devida retirada do feto. Ora, por favor, senhores. Ou, melhor dizendo, senhoras!!

Claro, senhores, que o exemplo citado não será recorrente. Claro que admito que o ato é complexo e, decerto, que a mulher comum, não desejaria realiza-lo meramente por gosto ou vontade, mas por uma serie de fatores que estariam verdadeiramente interferindo em sua vida. Mas precisamos compreender que uma vez liberada na forma como pretendem os defensores irrestritos do aborto, toda e qualquer mulher, sequer sem justificar, poderá interromper a gravidez. Inclusive aquelas que poderão se arrepender logo em seguida.

Precisamos evitar as bandeiras, mesmo porque bandeiras todos temos e todas merecem respeito. Portanto, entendo que o Brasil vem tratando até aqui de forma razoável a questão do aborto, tolerando-o a partir de determinadas perspectivas: estupro, anencefalia, risco de vida materno. Outros casos podem ser trazidos ao debate. Todavia, a liberação irrestrita, ainda que com delimitação de tempo máximo para a realização da intervenção, só tende a favorecer a irresponsabilidade.

O aborto é uma questão muito delicada para ser tratada como algo em linha de produção legislativa. É só retirar o feto e está resolvido. Há que se permitir o ato, por óbvio, mas não de forma descontrolada. Ainda que eu admitisse um sistema assim, eu defenderia que houvesse etapa em que a mulher antes fosse acompanhada por equipe multidisciplinar para que o ato seja feita com toda a segurança necessária, inclusive quanto a real vontade da paciente.

Muitas mulheres optam pelo aborto não por quererem, mas por pressão social, pressão da família, pressão do companheiro.

Tratar do tema com a leviandade que costumo observar nas redes é tão inoportuno quanto o fato de permitir ou não permitir.

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